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30 Mar 2019 07:07
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<h1>Voc&ecirc; Entende A Diferen&ccedil;a Entre P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o, Especializa&ccedil;&atilde;o, MBA, Mestrado, Doutorado E P&oacute;s-Doutorado?</h1>

<p>Um planeta habitado apenas por seres de pele negra, iluminado por seis s&oacute;is batizados com nomes de orix&aacute;s, cuja hist&oacute;ria &eacute; narrada por uma mulher l&eacute;sbica. Estes s&atilde;o alguns dos elementos que o escritor e fil&oacute;sofo baiano Alexey Dodsworth re&uacute;ne no teu segundo livro de fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, O Esplendor, publicado pela editora Draco. A segunda obra do autor nesse g&ecirc;nero vem ap&oacute;s o sucesso de Dezoito de Escorpi&atilde;o, tua estreia na fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, que lhe rendeu o pr&ecirc;mio Argos 2015 e teve a primeira edi&ccedil;&atilde;o esgotada.</p>

<p>Nos dias de hoje morando em S&atilde;o Paulo, onde estuda Astronomia e cursa doutorado em Filosofia, Dodsworth se prepara para o lan&ccedil;amento oficial do livro em eventos no dia 27 de agosto, no Rio de Janeiro, e 2 de setembro, em S&atilde;o Paulo. Antes disso, o escritor bateu um papo com A TARDE e falou a respeito da mistura inusitada de fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e mitologia iorub&aacute;, al&eacute;m de aproximar-se outros aspectos do g&ecirc;nero. O Esplendor &eacute; o teu segundo livro de fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica.</p>

<ul>

<li>4&ordm;) Mestrado de Ci&ecirc;ncia em Observa&ccedil;&atilde;o de Neg&oacute;cios - Faculdade de Minnesota</li>

<li>Institui&ccedil;&atilde;o de Economia de Londres - Inglaterra</li>

<li>tr&ecirc;s Probabilidades de campanha</li>

<li>2&ordm; ano: forma&ccedil;&atilde;o generalista pr&aacute;tica, com est&aacute;gio de 4 meses ao encerramento do ano</li>

<li>Universidade Federal do Rio Enorme do Sul (UFRGS)</li>

<li>O come&ccedil;o de tudo</li>

<li>dois N&uacute;cleos de Busca e Extens&atilde;o 2.1 NURC - Projeto Norma Urbana Culta</li>

</ul>

Tipos-de-cursos.jpg

<p>Fale a respeito da sua liga&ccedil;&atilde;o com este g&ecirc;nero. Eu a todo o momento li muito, desde Diferen&ccedil;a Entre Faculdade E Ensino Superior , em Salvador. Nos anos 80 eu garimpava livros de fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Eu j&aacute; gostava do cen&aacute;rio. Tanto que em 2009 eu entrei no curso de Astronomia da USP. E foi a partir desse estudo que disparou em mim a desejo de publicar fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica.</p>

<p>Porque eu comecei a me deparar com coisas que eu dizia: 'nossa, isso existe? E eram coisas t&atilde;o bizarras e desconhecidas, entretanto que s&atilde;o realidades cient&iacute;ficas, e eu comecei a us&aacute;-las para publicar os livros. Como, tendo como exemplo, quase ningu&eacute;m domina que quem descobriu uma g&ecirc;mea perfeita do nosso sol foi um astr&ocirc;nomo carioca. E eu trato disso em Dezoito de Escorpi&atilde;o, que &eacute; exatamente o nome dessa estrela descoberta.</p>

<p>E o que te levou a escolher elementos do candombl&eacute; e da cultura afro para compor essa nova hist&oacute;ria? Uma quest&atilde;o que sempre me incomodou quando eu lia fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica ou literatura fant&aacute;stica brasileira, em geral, &eacute; que a maioria usa elementos da cultura greco-romana e ambienta seus livros nos EUA e na Inglaterra. Sucesso Nos Concursos: Como Preparar-se Sem O Edital? imagino: 'contudo por que uma pessoa escreve a respeito de uma realidade onde, algumas vezes, ela nem ao menos pisou os p&eacute;s? Eu entendo que preciso publicar a partir de uma realidade que eu conhe&ccedil;a, aproveitando elementos de nossa cultura. Eu nasci em Salvador e convivi com essa cultura durante trinta anos da minha vida.</p>

<p>Desse jeito eu acho que estava pela hora de fazer uma homenagem &agrave; cultura afro, que &eacute; t&atilde;o presente na cidade. Pois acaba sendo uma homenagem &agrave; Bahia bem como? Sim, &eacute; uma homenagem &agrave; Bahia. Sou de Salvador, apesar de meu nome ser absolutamente estranho. ]. Vivi a minha exist&ecirc;ncia quase toda a&iacute;. A minha fam&iacute;lia &eacute; estrangeira. Eu descendo de italianos e escoceses.</p>

<p>Entretanto ela imigrou para a Bahia no come&ccedil;o do s&eacute;culo Sugest&otilde;es A respeito Como Dirigir-se Bem Na Escola☺ . Eu s&oacute; vim pra S&atilde;o Paulo com 32 anos. Deste modo neste momento eu descobri que deveria mencionar uma hist&oacute;ria com elementos que exercem cota dessa cultura, n&atilde;o por um dever ou obriga&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m por serem coisas que eu conhe&ccedil;o e que s&atilde;o minhas refer&ecirc;ncias. A hist&oacute;ria se passa no planeta Aphrik&eacute;, onde todos s&atilde;o negros.</p>

<p>Foi uma maneira de preencher a car&ecirc;ncia de protagonistas de etnia negra nas obras de fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica? No come&ccedil;o, eu prontamente sabia que todos os personagens seriam negros, contudo, no tempo em que eu fazia o livro, n&atilde;o era nem sequer porque eu achava que necessitava ter representatividade negra. Era mais pelo motivo de o universo tinha seis s&oacute;is e eu achava cientificamente incorreto um territ&oacute;rio ent&atilde;o com pessoas de pele branca.</p>

<p>Mas depois eu me toquei que era o meu inconsciente trabalhando. Eu queria que o mundo tivesse 6 s&oacute;is para que as pessoas fossem negras. ]. Foi da&iacute; que veio todo o desejo de digitar um livro com essa tem&aacute;tica e caracter&iacute;sticas. Isto foge do modelo usual de fabrica&ccedil;&atilde;o de protagonistas nas fic&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas, certo? Foi bem como o que me levou a fazer isto.</p>

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